sexta-feira, 9 de setembro de 2016

A Espiritualidade e Sabedoria dos Tauren

" Paz entre a terra e todos os seus povos deve ser nosso objetivo. Ela tem um grande plano para a natureza, e todos temos um papel para desempenhar neste plano"

- Druidesa Bashana Runetotem

Em Azeroth e em Draenor, muitos dos povos mais antigos nutrem uma forte tradição xamanística, e com ela, uma grande espiritualidade, que os acompanha em todos os momentos de suas vidas, do início ao fim.

Contudo, poucos podem ser considerados tão ligados aos espíritos e a suas tradições ancestrais quanto os Shu´halo, mais conhecidos em Azeroth como os nobres Tauren. Donos de uma força física e resistência que chega a superar até mesmo a dos orcs, os Tauren são guerreiros formidáveis, mas que raramente usam todo seu poder. E quando o fazem, sempre se certificam antes de que não há outra maneira de resolver a situação.

Desde tempos imemoriais, este sábio povo lutou contra demônios e diversos outros males que se acometeram sobre o mundo. Mas talvez, seu maior legado seja sua grande sabedoria e compreensão sobre as verdades do universo. Um exemplo disso é esta pequena, mas profunda oração dedicada a uma das suas que deixou o mundo mortal para se juntar à Mãe Terra e aos espíritos:

“Mãe Terra, em Teus braços, damos a Ti um dos nossos. Ela é Unaya Hawkwind, minha mãe e avó para todos nós; a mais sábia de nossa tribo.

Que seu espírito voe até Ti suavemente; que os ventos a carreguem gentilmente, e que a grama sussurre seu nome.

Cuidai dela como ela cuidou de nós; deixe que ela olhe para nós com alegria, através do olhar eterno de An'she (Sol) e Mu'sha (Lua), até que nos unamos a ela.

Pois somos todos nascidos de Ti, e um dia, a Ti todos retornaremos.”

Outros costumes e ritos:

• Os grandes totens de madeira carregados por muitos Tauren são vínculos que mantêm com seu passado; os totens contêm inscrições e desenhos contando histórias importantes que devem ser lembradas.

• Uma saudação respeitosa muito comum entre os Tauren é tocar com a mão o coração de depois a testa, representando boas intenções tanto de coração quanto de pensamento.

• Os jovens Tauren, para se tornar adultos (Bravos) e adquirir o respeito dos mais velhos e da tribo, passam pelos Ritos da Mãe Terra, que são:
- Rito de Força: a primeira cerimônia, provando a força física.

- Rito da Coragem: provar bravura frente a um inimigo.

- Rito da Honra: defender a honra de seu povo.

- Rito dos Ventos: vontade de buscar o desconhecido.

- Rito Visões: vontade de seguir a orientação dos espíritos.

- Rito da Sabedoria: honrar os antepassados.


terça-feira, 6 de setembro de 2016

A Honra dos Orcs

Os Orcs valorizam a honra acima de tudo em suas vidas; para eles, este conceito é na verdade a essência de suas vidas. Em primeiro lugar, deve-se honrar o clã e seus ancestrais. Depois disso, vem a honra pessoal do Orc. Para um Orc, sua honra e sua palavra são infinitamente mais valiosas do que suas vidas. Em condições normais, se um Orc precisar escolher entre morrer com honra e se esconder ou fugir para poupar a própria vida, ele certamente escolhe a primeira opção, muitas vezes com um sorriso no rosto.

Além da honra, os Orcs valorizam muito a lealdade. Um ditado comum entre eles diz que a mulher perfeita é uma mulher inteligente, forte e totalmente leal a seu companheiro e a seu clã. Na sociedade Orc, a mulher tem permissão para pedir divórcio e até mesmo se engajar em um duelo até a morte para vingar ofensas ou preservar sua honra. Para um homem Orc, é uma grande vergonha ser deixado por sua esposa, e por conta disso, os que se casam tendem a ser muito fieis a suas mulheres.

Outro conceito muito valorizado pelos Orcs é a força. Não apenas a força física, mas também a força espiritual. Os guerreiros somente são considerados homens ou mulheres aos olhos seus clãs quando demonstram possuir corpos e espíritos verdadeiramente fortes. Isto normalmente é medido dentro do campo de batalha, mas em tempos de paz, são feitos diversos ritos de passagem onde os jovens são rigorosamente testados, para então serem considerados homens e mulheres Orcs.

Quando uma criança nasce, é feita uma grande cerimônia que envolve todo o clã. A mãe carrega no colo o bebê e entra em um pequeno riacho ou lago, onde o pai da criança está à espera. Ali, a mãe entrega o bebê ao pai, e o pai ergue a criança aos céus, clamando aquele como seu filho ou filha, e pede pela benção de todo o clã. Após isso, o líder do clã segura o bebê e grita aos quatro ventos que aquela criança está, a partir daquele momento, sob a proteção de todos os membros daquele clã. Depois, o shaman mais velho do clã pega a criança e a ergue novamente no alto, pedindo pela proteção dos espíritos e de todos os ancestrais do recém nascido. Por fim, o shaman abençoa a criança, que agora é reconhecida como parte ao clã, e a entrega de volta a sua mãe.
Outras características da cultura dos Orcs:

• Orcs se preocupam muito mais com a sobrevivência do que com estética ou valores artísticos.

• Orcs prestam grande reverência aos seus sábios e a seus ancestrais.

• Orcs não se desculpam por erros cometidos e nunca esperam desculpas de ninguém. Para eles, o que realmente vale são as ações da pessoa no presente. O arrependimento para um Orc deve sempre ser demonstrado através de ações, e não de palavras.

• Orcs valorizam muito mais o valor do que a esperteza em todos os aspectos de suas vidas.

domingo, 18 de outubro de 2015

A História de Azeroth (Parte XI): O Último Guardião

Medivh adulto, no ápice de seu poder.
Com Sargeras supostamente derrotado, Aegwynn continuou protegendo Azeroth por quase novecentos anos, até que o Conselho de Tirisfal decidisse que seu papel como guardiã estava encerrado. Aegwynn, no entanto, julgava-se superior a todos os outros magos do conselho, e decidiu que ela mesma escolheria seu sucessor. Aegwynn então concebeu um filho com Nielas Aran, um mago humano extremamente poderoso. A criança se chamava Medivh (guardião dos segredos no idioma élfico). Aegwynn acreditou que Medivh se tornaria o próximo guardião, mas ela não sabia o que o aparentemente destruído Sargeras havia preparado para ela.

O espírito do titã corrompido, que estava oculto na alma de Aegwynn, possuiu o corpo de seu filho antes mesmo do nascimento. Medivh cresceu normalmente, estudando as artes arcanas com seu pai e formando uma forte amizade com duas figuras que teriam papel muito importante no destino de Azeroth nos anos vindouros: Llane Wrynn (o príncipe do Reino de Azeroth) e Anduin Lothar, descendente dos Arathi.

Contudo, ao chegar aos 14 anos de idade, o poder oculto de Sargeras despertou e a luta de Medivh para manter o controle de sua alma o deixou em um estado de coma por vários anos. Ao despertar, Medivh percebeu que era já adulto, e que Llane se tornara o regente do Reino de Azeroth e Anduin, o comandante de seu exército. Junto de seus antigos companheiros, Medivh jurou proteger Azeroth de todo o mal que pudesse ameaçar o mundo. Todavia, Sargeras tinha ouros planos para o último guardião. A Segunda Invasão estava se aproximando.

Nota: Os eventos narrados aqui ocorreram 45 anos antes dos fatos relatados em Warcraft I.

terça-feira, 22 de setembro de 2015

A História de Azeroth (Pate X): A Guerra dos Três Martelos

Na cidade-fortaleza de Ironforge, os anões viveram em paz durante muitos séculos, em patê graças ao reinado justo e austero do rei. Modimus Anvilmar. Na época, os anões já eram divididos em três Grandes Clãs; o Clã Bronzebeard, defensores de Ironforge, conduzidos pelo Thane Madoran Bronzebeard; o Clã Wildhammer, conduzido pelo Thane Khardos Wildhammer, que habitava a base da montanha e que desejava mais poder dentro da cidade; e o Clã Dark Iron, conduzido pelo Thane feiticeiro Thaurissan. Os anões do clã de Dark Iron habitavam as sombras abaixo das montanhas, e conspiravam contra os outros dois clãs.

Quando o grande rei Anvilmar morreu de velhice, as disputas para o poder explodiram e a guerra civil anã assolou Ironforge durante muito tempo. Os Bronzebeards expulsaram o Wildhammers e os Dark Iron para fora da montanha. O clã dos Wildhammers viajou para o norte, onde construíram seu próprio reino nas montanhas de Grim Batol, onde prosperaram e reconstituíram seus tesouros. O clã Dark Iron não teve a mesma sorte e, humilhado, jurou vingança contra Ironforge. Os anões de Dark Iron viajaram para o sul, onde fundaram a cidade de Thaurissan, batizada tal qual seu líder, debaixo das Montanhas de Redridge.


O passar dos anos não extinguiu a raiva do clã de Dark Iron, e Thaurissan ansiava por tomar todas as terras de Khaz Modan só para seu clã, assaltando tanto Ironforge quanto Grim Batol. O clã Dark Iron quase conseguiu seu objetivo. Mas Madoran Bronzebeard conseguiu uma importante vitória sobre os anões de Thaurissan, e estes precisaram recuar e retornar à sua cidade. Mais ao norte, Modgud, feiticeira e esposa de Thaurissan, investiu com força contra os Wildhammer de Grim Batol, mas Khardros conseguiu matar a rainha dos Dark Iron. Com a rainha morta, os exércitos restantes de Dark Iron tentaram escapar, mas se viram presos entre os guerreiros de Wildhammer e os de Ironforge, que haviam decidido ajudar os defensores de Grim Batol. Os dois exércitos então rumaram para o sul, intentos em acabar com Thaurissan e os Dark Iron. Foi então que Thaurissan invocou um ser sobrenatural cujo poder estava além da sua imaginação.

Ragnaros
Ragnaros, o Senhor do Fogo, um dos deuses elementais, estava preso por causa dos Titãs, mas foi libertado graças a Thaurissan. O renascimento do poderoso Elemental banido abalou as Montanhas de Redridge, criando um imenso vulcão ativo que futuramente seria batizado como Blackrock Spire. Pouco após terminar a invocação, Thaurissan foi morto pelo próprio deus elemental que tentou usar para destruir seus inimigos.

Ragnaros e seus elementais escravizaram os anões de Dark Iron que restaram. Temendo o poder de Ragnaros, os exércitos de Ironforge e Grim Batol voltaram para seus reinos. Quando os Wildhammer chegaram a Grim Batol, descobriram que a morte da feiticeira Mogdud havia liberado uma poderosa maldição que tornou seu reino inabitável. Frente a esta situação, os Bronzebeard ofereceram aos Wildhammer um lugar nos limites de Ironforge, mas os Wildhammer recusaram. Khardros e seu povo viajaram para Lordaeron, para a floresta de Hinterlands e lá fundaram Aerie Peak, onde entraram mais em contato com a natureza e fizeram amizade com os grifos que habitavam a área.

Ambos os reinos mantiveram relações comerciais e prosperaram. Quando Khardros Wildhammer e Madoran Bronzebeard morreram, foram erguidas duas estátuas das figuras deles na fronteira com as terras governadas por Ragnaros, como advertência do preço que os Dark Iron pagaram pelos seus crimes.

Nota: A Guerra dos Três Martelos ocorreu cerca de 230 anos antes dos eventos narrados em Warcraft I.

terça-feira, 15 de setembro de 2015

A História de Azeroth Parte IX: Aegwynn e o ardil de Sargeras

Aegwynn 
Enquanto o grande reino humano de Arathor se fragmentou, os Guardiões de Tirisfal permaneceram em vigilância constante. Havia entre eles um Guardião que se distinguiu por seu poder arcano e sua forte determinação, uma maga humana chamada Aegwynn. Para ela, os elfos e os homens velhos do conselho não eram rígidos nem capazes de dar um basta à guerra contra os demônios. Cansada pelas discussões longas e debates, Aegwynn cada vez mais agia de forma independente e sem considerar as decisões do Conselho.

Durante suas pesquisas e viagens, Aegwynn descobriu que um numeroso grupo de demônios estava aparecendo no continente frio de Northrend. Sem avisar o conselho ou pedir por qualquer ajuda, a maga viajou até o continente e encontrou pequenos batalhões de demônios entre as montanhas geladas da região. 
Investigando um pouco mais, ela descobriu que eles estavam caçando os últimos dragões e absorvendo a magia ancestral das poderosas criaturas.

Aegwynn enfrentou os demônios, e com ajuda dos dragões, os derrotou. Mas, assim que o último demônio desapareceu do mundo, uma tempestade terrível tremeu os céus do norte e o próprio Sargeras emergiu em Northrend. O rei demônio disse a Aegwynn que o tempo de Tirisfal havia acabado e que o mundo chegaria a seu fim, devorado pela Legião. Aegwynn atacou o demônio impiedosamente, conseguindo acabar com a forma física de Sargeras com facilidade alarmante.

Orgulhosa de si mesma e de seu grande feito, Aegwynn, com sua magia, ergueu o corpo de Sargeras e o lacrou no ponto exato em que a Fonte da Eternidade antigamente existia, no centro do Grande Mar. Aegwynn sentiu-se triunfante, como se sozinha, tivesse sido capaz de fazer o que nenhum exército, dragões ou semi-deuses conseguira.

Contudo, ela havia caído em uma armadilha. Aquele era o verdadeiro plano de Sargeras: Seu corpo seria “destruído” e arremessado no coração do Grande Mar, enquanto seu espírito havia se alojado no coração arrogante de Aegwynn, e passaria sutilmente a influenciar todos os pensamentos e decisões da maga. Como ele havia dito antes, a queda de Tirisfal e do mundo estava se aproximando...

domingo, 13 de setembro de 2015

A História de Azeroth Parte VIII: Anões e os Sete Reinos

Anões, antigos Earthen, descendentes diretos dos Titãs.
Strom continuava sendo a capital de Arathor, mas com o tempo, muitas novas cidades estado surgiram, tais como Gilneas, Alterac e Kul Tiras. Estas, apesar de possuir considerável autonomia, permaneciam leais ao Grande Reino de Arathor e aos regentes de Strom. Sob a vigilância da Ordem de Tirisfal, Dalaran se tornou o centro para aprendizagem e aperfeiçoamento das artes arcanas, atraindo, por conseqüência, muitos magos e aspirantes a magos. 

Os magos de Dalaran, nesta época, criaram o Kirin Tor, uma organização cujo objetivo era catalogar e pesquisar principalmente feitiços, encantamentos ou objetos mágicos que a humanidade tinha conhecido.

Gilneas e Alterac se tornaram um apoio militar forte a Strom, e desenvolveram grandes exércitos, que exploraram as montanhas ao sul de Khaz Modan, região habitada por uma raça reclusa, mas poderosa, que segundo as lendas descendia dos Earthen, criaturas criadas pelos próprios Titãs na alvorada do mundo. Esta raça, que há mais de 2.000 anos havia erguido a poderosa cidade fortaleza de Ironforge, chamava a si mesmo agora de anões, e apenas nesse momento começou a se interessar pelo que acontecia na superfície.

Deste modo, os humanos fizeram os primeiros contatos com os anões, e ambas as raças descobriram que tinham uma afinidade muito grande nas artes de contar histórias e batalhar. Assim como o povo de Arathor, os anões eram guerreiros formidáveis muito ligados à tradição de seu povo. Deste modo, ao contrário do que ocorreu com os humanos e elfos, que precisaram se unir para derrotar um inimigo poderoso demais para ambos, a amizade entre humanos e anões se deu por conta de diversas afinidades, e em pouco tempo, as duas raças forjaram uma poderosa e próspera aliança, tanto em termos comerciais quanto de guerra.

Com a expansão territorial ocorrendo de forma tranquila e constante, os lordes de Strom decidiram mudar suas moradias para as terras verdes do norte, deixando as terras áridas do sul. Os herdeiros de Thoradin, últimos descendentes dos Arathi, não queriam abandonar Strom, o que causou um grande descontentamento para muitos humanos que estavam dispostos a abandonar seu lar ancestral em busca de terras melhores. Os lordes de Strom decidiram por fim abandonar a cidade, e construíram a cidade de Lordaeron, ao norte de Dalaran, nome esse que dariam para o restante do continente.

Da mesma forma que Dalaran era o centro de magia arcana, Strom e Ironforge eram os centros de treinamento dos maiores guerreiros do continente, Lordaeron se tornou o centro religioso de toda aquela vasta região, oferecendo um ponto de paz e segurança para todos. Em Lordaeron o culto à Luz Sagrada começou, e logo se expandiu, em maior e menor grau, para todas as regiões do continente, chegando até mesmo a encontrar adeptos entre os altos elfos e os anões.

Os descendentes da dinastia Arathi permaneceram nos territórios de Strom, mas depois viajaram para o sul, em direção às montanhas de Khaz Modan. A viagem durou muito tempo e eles se estabeleceram no norte do continente que futuramente se chamaria Azeroth. Lá, em um vale, eles fundaram o poderoso reino de Stormwind com a ajuda de seus aliados anões. Os poucos que ficaram em Strom formaram a nação de Stromgarde.

Deste modo, o Reino de Arathor se desintegrou e cada nação forjou suas próprias convicções e costumes. A visão do Rei Thoradin de uma nação única e forte havia se dissipado completamente, e nos tempos que viriam, isto precipitaria a queda dos povos livres.

sábado, 12 de setembro de 2015

A História de Azeroth Parte VII: Os Guardiões de Tirisfal

Com o passar dos anos, o rei Thoradin morreu de velhice, e seus sucessores foram gradativamente ampliando o Reino de Arathor além das fronteiras de Strom. Os cem magos humanos originais que foram treinados pelos altos elfos aperfeiçoaram seus poderes, tornando-se verdadeiramente poderosos, e eventualmente passando a arte da magia arcana a uma nova geração de magos humanos.

Contudo, ao contrário dos magos humanos originais, que tinham cuidado e responsabilidade com o uso da magia, a nova geração de magos humanos passou a usar os conhecimentos e poder adquiridos sem restrições e visando sempre o benefício próprio. Os magos, pela primeira vez na história humana, deixaram de se vistos como sábios e começaram a despertar desconfiança por parte do restante as sociedade; como essa nova geração de arcanos não contribuía em nada para melhorar a vida da população, ela passou a viver cada vez mais isolada e reclusa.

Esse isolamento dos magos humanos culminou na construção de uma nova cidade chamada Dalaran, fundada ao norte de Strom. Obviamente, a população geral de Dalaran não era formada por magos, mas por pessoas que ou trabalhavam para eles ou buscavam melhores oportunidades em uma nova localidade. Muitos magos viajaram a Dalaran onde esperavam poder usar a magia livremente, sem as restrições que eram impostas a eles em Strom. Isso realmente aconteceu, e os magos humanos aprenderam a chamar temporais e chuvas, teletransportar-se de um lugar para outro, a ficar invisível e a mudar a forma dos animais. Dalaran prosperou aceitando o poder dos magos, mas essa prosperidade logo foi destruída pelo preço de se usar a magia de forma irrestrita e leviana.

Os demônios da Legião Flamejante, que sumiram depois da explosão do Fonte da Eternidade, foram atraídos pelas constantes e fortes energias arcanas de Dalaran, que tinham quebrado as barreiras efêmeras entre o mundo físico e os mundos etéreos criadas pelos altos elfos na construção de Quel´Thalas. Estes demônios não foram uma grande ameaça como os da primeira invasão da Legião Flamejante, mas eles causaram um estrago considerável em Dalaran. Os magos de Dalaran, temendo o que aconteceria se o povo e os guerreiros de Strom soubessem que eles haviam sido os causadores daquilo, esforçaram-se muito para esconder a existência de demônios ao público.

Contudo, as pessoas começaram a suspeitar que os magos escondiam a verdade, uma vez que os ataques de demônios não pararam. Os magos de Dalaran, temendo uma revolução, pediram para ajuda aos altos elfos. Os altos elfos, avaliando a situação, afirmaram que aqueles eram “apenas” demônios esparsos, remanescentes da antiga Legião que ainda estavam vagando pelo mundo e que foram atraídos pelo uso irresponsável da magia arcana. Mas advertiram que a Legião Flamejante poderia retornar se os homens de Dalaran continuassem usando magia naquele ritmo.

Os altos elfos então contaram aos magos humanos a antiga história de Kalimdor e o impiedoso ataque da Legião Flamejante. Os magos humanos, temendo uma nova invasão, mas não desejando abrir mão do uso de sua magia, pretendiam criar um campeão mortal, um guardião que enfrentaria a Legião em uma cruzada secreta. Os altos elfos então propuseram a criação de uma sociedade secreta que cuidaria da seleção deste campeão.

A reunião ocorreu em Tirisfal e, por isso, nomearam a seita secreta de Guardiões de Tirisfal. Só haveria um Guardião ao mesmo tempo, mas ele teria vasto poder para lutar contra a Legião. Quando um guardião envelhecia muito, um Guardião novo era escolhido para continuar a luta contra a Legião. Durante gerações, os Guardiões defenderam as terras de Quel'Thalas e Arathor, enquanto o uso da magia aumentou por todo o império humano.

Nota: A fundação da ordem dos Guardiões de Tirisfal ocorreu cerca de 2.700 anos antes dos eventos narrados em Warcraft 1.