sábado, 12 de setembro de 2015

A História de Azeroth Parte VII: Os Guardiões de Tirisfal

Com o passar dos anos, o rei Thoradin morreu de velhice, e seus sucessores foram gradativamente ampliando o Reino de Arathor além das fronteiras de Strom. Os cem magos humanos originais que foram treinados pelos altos elfos aperfeiçoaram seus poderes, tornando-se verdadeiramente poderosos, e eventualmente passando a arte da magia arcana a uma nova geração de magos humanos.

Contudo, ao contrário dos magos humanos originais, que tinham cuidado e responsabilidade com o uso da magia, a nova geração de magos humanos passou a usar os conhecimentos e poder adquiridos sem restrições e visando sempre o benefício próprio. Os magos, pela primeira vez na história humana, deixaram de se vistos como sábios e começaram a despertar desconfiança por parte do restante as sociedade; como essa nova geração de arcanos não contribuía em nada para melhorar a vida da população, ela passou a viver cada vez mais isolada e reclusa.

Esse isolamento dos magos humanos culminou na construção de uma nova cidade chamada Dalaran, fundada ao norte de Strom. Obviamente, a população geral de Dalaran não era formada por magos, mas por pessoas que ou trabalhavam para eles ou buscavam melhores oportunidades em uma nova localidade. Muitos magos viajaram a Dalaran onde esperavam poder usar a magia livremente, sem as restrições que eram impostas a eles em Strom. Isso realmente aconteceu, e os magos humanos aprenderam a chamar temporais e chuvas, teletransportar-se de um lugar para outro, a ficar invisível e a mudar a forma dos animais. Dalaran prosperou aceitando o poder dos magos, mas essa prosperidade logo foi destruída pelo preço de se usar a magia de forma irrestrita e leviana.

Os demônios da Legião Flamejante, que sumiram depois da explosão do Fonte da Eternidade, foram atraídos pelas constantes e fortes energias arcanas de Dalaran, que tinham quebrado as barreiras efêmeras entre o mundo físico e os mundos etéreos criadas pelos altos elfos na construção de Quel´Thalas. Estes demônios não foram uma grande ameaça como os da primeira invasão da Legião Flamejante, mas eles causaram um estrago considerável em Dalaran. Os magos de Dalaran, temendo o que aconteceria se o povo e os guerreiros de Strom soubessem que eles haviam sido os causadores daquilo, esforçaram-se muito para esconder a existência de demônios ao público.

Contudo, as pessoas começaram a suspeitar que os magos escondiam a verdade, uma vez que os ataques de demônios não pararam. Os magos de Dalaran, temendo uma revolução, pediram para ajuda aos altos elfos. Os altos elfos, avaliando a situação, afirmaram que aqueles eram “apenas” demônios esparsos, remanescentes da antiga Legião que ainda estavam vagando pelo mundo e que foram atraídos pelo uso irresponsável da magia arcana. Mas advertiram que a Legião Flamejante poderia retornar se os homens de Dalaran continuassem usando magia naquele ritmo.

Os altos elfos então contaram aos magos humanos a antiga história de Kalimdor e o impiedoso ataque da Legião Flamejante. Os magos humanos, temendo uma nova invasão, mas não desejando abrir mão do uso de sua magia, pretendiam criar um campeão mortal, um guardião que enfrentaria a Legião em uma cruzada secreta. Os altos elfos então propuseram a criação de uma sociedade secreta que cuidaria da seleção deste campeão.

A reunião ocorreu em Tirisfal e, por isso, nomearam a seita secreta de Guardiões de Tirisfal. Só haveria um Guardião ao mesmo tempo, mas ele teria vasto poder para lutar contra a Legião. Quando um guardião envelhecia muito, um Guardião novo era escolhido para continuar a luta contra a Legião. Durante gerações, os Guardiões defenderam as terras de Quel'Thalas e Arathor, enquanto o uso da magia aumentou por todo o império humano.

Nota: A fundação da ordem dos Guardiões de Tirisfal ocorreu cerca de 2.700 anos antes dos eventos narrados em Warcraft 1.

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