domingo, 13 de setembro de 2015

A História de Azeroth Parte VIII: Anões e os Sete Reinos

Anões, antigos Earthen, descendentes diretos dos Titãs.
Strom continuava sendo a capital de Arathor, mas com o tempo, muitas novas cidades estado surgiram, tais como Gilneas, Alterac e Kul Tiras. Estas, apesar de possuir considerável autonomia, permaneciam leais ao Grande Reino de Arathor e aos regentes de Strom. Sob a vigilância da Ordem de Tirisfal, Dalaran se tornou o centro para aprendizagem e aperfeiçoamento das artes arcanas, atraindo, por conseqüência, muitos magos e aspirantes a magos. 

Os magos de Dalaran, nesta época, criaram o Kirin Tor, uma organização cujo objetivo era catalogar e pesquisar principalmente feitiços, encantamentos ou objetos mágicos que a humanidade tinha conhecido.

Gilneas e Alterac se tornaram um apoio militar forte a Strom, e desenvolveram grandes exércitos, que exploraram as montanhas ao sul de Khaz Modan, região habitada por uma raça reclusa, mas poderosa, que segundo as lendas descendia dos Earthen, criaturas criadas pelos próprios Titãs na alvorada do mundo. Esta raça, que há mais de 2.000 anos havia erguido a poderosa cidade fortaleza de Ironforge, chamava a si mesmo agora de anões, e apenas nesse momento começou a se interessar pelo que acontecia na superfície.

Deste modo, os humanos fizeram os primeiros contatos com os anões, e ambas as raças descobriram que tinham uma afinidade muito grande nas artes de contar histórias e batalhar. Assim como o povo de Arathor, os anões eram guerreiros formidáveis muito ligados à tradição de seu povo. Deste modo, ao contrário do que ocorreu com os humanos e elfos, que precisaram se unir para derrotar um inimigo poderoso demais para ambos, a amizade entre humanos e anões se deu por conta de diversas afinidades, e em pouco tempo, as duas raças forjaram uma poderosa e próspera aliança, tanto em termos comerciais quanto de guerra.

Com a expansão territorial ocorrendo de forma tranquila e constante, os lordes de Strom decidiram mudar suas moradias para as terras verdes do norte, deixando as terras áridas do sul. Os herdeiros de Thoradin, últimos descendentes dos Arathi, não queriam abandonar Strom, o que causou um grande descontentamento para muitos humanos que estavam dispostos a abandonar seu lar ancestral em busca de terras melhores. Os lordes de Strom decidiram por fim abandonar a cidade, e construíram a cidade de Lordaeron, ao norte de Dalaran, nome esse que dariam para o restante do continente.

Da mesma forma que Dalaran era o centro de magia arcana, Strom e Ironforge eram os centros de treinamento dos maiores guerreiros do continente, Lordaeron se tornou o centro religioso de toda aquela vasta região, oferecendo um ponto de paz e segurança para todos. Em Lordaeron o culto à Luz Sagrada começou, e logo se expandiu, em maior e menor grau, para todas as regiões do continente, chegando até mesmo a encontrar adeptos entre os altos elfos e os anões.

Os descendentes da dinastia Arathi permaneceram nos territórios de Strom, mas depois viajaram para o sul, em direção às montanhas de Khaz Modan. A viagem durou muito tempo e eles se estabeleceram no norte do continente que futuramente se chamaria Azeroth. Lá, em um vale, eles fundaram o poderoso reino de Stormwind com a ajuda de seus aliados anões. Os poucos que ficaram em Strom formaram a nação de Stromgarde.

Deste modo, o Reino de Arathor se desintegrou e cada nação forjou suas próprias convicções e costumes. A visão do Rei Thoradin de uma nação única e forte havia se dissipado completamente, e nos tempos que viriam, isto precipitaria a queda dos povos livres.

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